Bio


O cantor pernambucano Barro vem conquistando espaço pelo Brasil e também na Europa com o seu show Miocardio que sintetiza a música pop brasileira e sonoridades nordestinas.
O álbum de estreia, Miocardio, lançado pelo artista em agosto de 2016 teve uma ótima repercussão na crítica e no público, sendo indicado em mais 30 listas entre os melhores disco do ano.

Barro marcou presença em importantes festivais e palcos nos dois últimos anos, como Auditório Ibirapuera (SP), Bananada (GO), Vento (SP), Coquetel Molotov (PE), SIM São Paulo, Porto Musical (PE), Feira Noise (BA), Festival do Sol no Recife (PE) e João Pessoa (PB), MOLA (RJ), Mostra Prata da Casa do Sesc Pompéia (SP), no palco da Curadoria do Dia da Música (SP), Festival de Inverno de Garanhuns (PE), além de duas turnês na Itália e shows nos Sescs Pompéia, Belenzinho e São José dos Campos (SP).

“Miocardio” é o primeiro projeto solo do cantor, compositor e instrumentista pernambucano Barro. Há 10 anos na cena musical de Recife, colaborou em diversos grupos, sendo um dos idealizadores da Banda Dessinée.

Ao Vivo Barro assume os vocais e guitarra. Completam o trio os músicos Ricardo Fraga (bateria, spds) e Guilherme Assis (baixo e sampler).

Somos


Por Cleodon Coelho

“Somos” – palavra que pode ser lida da esquerda para a direita ou da direita para a esquerda do mesmo jeito, um palíndromo. “Somos” – do verbo ser, presente do indicativo, primeira pessoa do plural. “Somos” – título escolhido para batizar o novo álbum do cantor, compositor e instrumentista Barro.

Artista de seu tempo, em que a tecnologia e as redes sociais são parte fundamental do processo de criação/distribuição/consumo, o pernambucano Barro faz discos à moda antiga. Assim como em “Miocardio”, sua estreia solo, “Somos” segue um conceito, conta uma história, foge da mera sucessão de faixas. Não que ele seja avesso às facilidades da era digital. Muito pelo contrário. Além das conexões possíveis/possibilitadas, duas músicas do novo álbum já haviam sido degustadas como single nas plataformas digitais: a faixa-título e “Fogo Tenaz”, que ganham novos significados ao serem postas ao lado das outras oito canções que compõem o trabalho.

Com produção dividida com Guilherme Assis e Ricardo Fraga, fiéis escudeiros de palco, o disco foi gestado entre setembro de 2017 e maio de 2018, com sessões de gravações realizadas em estúdios do Recife, de Triunfo (o “Oásis do Sertão” pernambucano) e de São Paulo. A mixagem é de Gustavo Lenza e a masterização, Felipe Tichauer – dupla, aliás, já consagrada com o Grammy Latino. Na ficha técnica, figuram nomes como Dengue (Nação Zumbi), Chiquinho (Mombojó), Sofia Freire e a franco-senegalesa Anaïs Sylla. Das dez músicas, cinco foram compostas apenas por Barro. As outras cinco trazem como parceiros Rogério Samico, DJ Negralha, Jéssica Caitano e Luiz Gabriel Lopes, além – claro – dos co-produtores Ricardo e Guilherme.

“O peso e a leveza de ser o que sou / O gosto e a beleza de ser o que é”, anuncia “Seja Você”, feita com Hélder Lopes, que abre o álbum com um ouvido ligado nos sons do mundo e o outro, na tradição do coco de roda. “Eu queria falar sobre processos coletivos. Do que se cria a partir do que não é individual”, explica o artista. “Dentro dessa dimensão, falo dos encontros, de como as relações se tecem, o que eu vejo do outro, o que se constrói junto”. E a letra deixa claro: “Fale direito / Se quiser o meu respeito / Não precisa ser perfeito / Basta ser você”. O recado está dado.

Com peso e leveza, Barro reafirma o talento revelado no mais que bem-sucedido “Miocárdio”, alternando-se em delícias pop como a já citada “Fogo Tenaz” e nos discursos contundentes de faixas como “Antimusa” (“Mas se com versos te travo / Terás reverso / Prevejo dúvidas / E no encontro teremos trajeto / Seremos perversos / Doces melodias”). Sobra doçura também, como em “Caju Clareou” (“Suave é a noite / Na casa dela / Doce é o dia / Na porta dela”, canta sobre as teclas iluminadas do piano de Amaro Freitas, conterrâneo que vem renovando a música instrumental no Brasil), “Pela Liberdade” (“E caminhamos juntos pela liberdade / E caminhamos juntos por toda cidade / E caminhamos juntos como quem acreditar / No amor”) e em “E Quem Vai Saber?” (“E quem vai saber / Das noites em claro / Dos dias tão raros / Do amor que esquentou”).

Na climática “Eu Só Queria Que Você”, a voz límpida de Mariana Aydar duela em versos inspirados como “Enquanto o choro é contido / E o sertão galopeia / Me escondo dentro do escombro / Me molho na lua cheia”. E esse sertão nunca foi tão sedutor. Em “Cavalo Marinho”, com participação da viola dinâmica de Hugo Linns, ele eletrifica um dos folguedos mais tradicionais da cultura pernambucana, misturando o seu olhar sobre essa manifestação com citações e trechos de toadas que povoam a nossa memória afetiva. “A ideia de conexão está sempre presente. Falo de coisas locais, mas com uma abordagem mais hip hop, por exemplo. A atmosfera é essa”, afirma.

Em “Não Vim Pra Passar Batido”, um dos grandes momentos do disco, Barro não nega pertencer à linhagem dos grandes “cantautores” pernambucanos, que passa por Alceu Valença, Marco Polo, Lula Cortes e Lenine. “Eu tô no meio do meu perigo / Olhando pro precipício /Querendo me abocanhar”, brada ele, apoiado pela personalíssima voz de Jessica Caitano. “Eu fui um menino que ouvia muita rádio, e gostava de rádio popular. Era um período em que se tocava coisas exclusivas, havia lançamentos, e tudo isso era muito marcante”, recorda. “E meu pai é muito musical, sempre me apresentou coisas, desde a trilha de ‘Baile do Menino Deus’ até Quinteto Violado, Banda de Pau e Corda, Jackson do Pandeiro, Luiz Gonzaga… E sobretudo Alceu, quase uma religião lá em casa. Meu pai também fazia algo bem interessante quando contava histórias à noite: ele colocava uma trilha pra rolar, em vinil ou fita-cassete, e ia criando em cima dessa trilha. Se a música fosse mais agitada, a história também seguia esse caminho. Era quase como um improviso sonoro, em que o estímulo do arranjo ia construindo e modificando o rumo da trama. E isso me deu um gosto muito grande de perceber essa parte mais emocional e afetiva que a música traz”. É como diz em “Fogo Tenaz”: “Aquece a voz e o coração / Nos faz querer cantar”.

A música chegou para Barro através das aulas de violino. Ainda menino, a mãe o matriculou no Conservatório Pernambucano de Música, no tradicional método japonês Suzuki (“muito duro e pouco focado em melodia”), mas ele não curtiu. Tentou bateria, e nada. Aos 12, depois de um tempo longe dos instrumentos, começou a tocar violão. Tomou gosto. Aos 14, já tinha até banda no colégio. E não largou mais. Corta para 2007, quando – aos 23 anos, assinando Filipe Barros – ele começou a trabalhar efetivamente com a música, lançando a Bande Dessinée, que frequentou o line up de festivais badalados. Foram dez anos no coletivo. Até que, em 2016, ao partir para a carreira solo, sentiu a necessidade de zerar e criar uma nova persona: depois de muita brincadeira com o próprio nome, nasceu Barro. “No começo, algumas pessoas não curtiram. Mas hoje essas mesmas pessoas já me chamam de Barro. O nome já tem até apelido: Barrito”, conta.

“Somos” é o menino fã de rádio, é Filipe Barros, é Barro, é o resultado (por ora) de todo esse caminho. É como diz na faixa-título, que fecha o disco: “Somos futuro / Do imperfeito / Do presente / Passado obscuro”. Da capa, que eterniza a bela ilustração de Apolo Torres pintada num muro do bairro do Torreão, no Recife, ao domínio de cada barulho (“Escolhi ‘Somos’ por também conter a palavra som dentro dela”), ele está presente em tudo. Não, Barro não veio pra passar batido. Mesmo.

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